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SÃO PAULO, Brasil
17-AUG-2005 02:26 PM
A Oracle do Brasil criou este ano uma diretoria para atender
às demandas do agronegócio, liderada por André Papaleo.
Hoje um dos segmentos estratégicos para a empresa, o setor, segundo estudo
da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade
de São Paulo (Cepea/USP), deverá representar um PIB de R$ 535,09
bilhões em 2005, abrangendo as áreas de insumos, indústria
e distribuição.
“Nosso desafio inicial foi definir, no universo do agronegócio,
as áreas de maior interesse, pois estamos falando de um setor repleto
de oportunidades e que representa cerca de um terço do PIB do País”,
afirma André Papaleo. Segundo ele, em tese, o agronegócio se estende
desde os insumos no campo, passa pelas canais de distribuição,
chega à agroindústria e segue para o varejo. “É uma
cadeia muito complexa que compreende 5 milhões de propriedades rurais
e 70 mil agroindústrias”, lembra ele.
Para o diretor, a nova fronteira do agronegócio passa
por soluções de TI que contemplem uma inteligência de gestão
capaz de permear toda a sua cadeia de valor. “Estamos falando de uma gestão
que consiga gerar ganhos importantes nos elos de produção, propiciando
a redução de perdas, o aumento de produtividade e avanços
na preparação dos produtos, assim como na logística e na
distribuição”, explica.
Foco na agroindústria
Não faltam segmentos promissores: o Brasil conquistou a liderança
mundial – ou está muito próximo dela – nas áreas
de aves e suínos, bovinos, citrus, grãos (particularmente soja
e milho), álcool e açúcar, leite, café, algodão,
trigo... “Mas, no agronegócio, é a agroindústria
o setor que tem a capacidade de liderar e fomentar toda a cadeia produtiva do
campo”, avalia Papaleo.
A Oracle quer levar ao setor suas soluções tanto
de tecnologia (banco de dados, servidor de aplicações, ferramentas
de desenvolvimento) como a de gestão de negócios, no caso, o E-Business
Suite, um amplo conjunto de aplicações integradas, desenvolvidas
com tecnologia 100% Internet, as quais permitem o gerenciamento eficiente das
principais operações de uma organização, como finanças,
logística, gestão de armazéns, fidelização
do produtor, gestão da cadeia de suprimentos, gestão de Recursos
Humanos, administração da produção e de vendas,
entre outros.
Especialização dos
parceiros
Para atuar com capilaridade e expertise neste segmento, a Oracle do Brasil conta
com o apoio de sua rede de parceiros de negócios, que hoje possui cerca
de 400 empresas altamente qualificadas em todo o País, entre revendas,
integradores, prestadores de serviços e desenvolvedores independentes
de software parceiros, também conhecidos como ISVs (do inglês,
Independent Software Vendors).
No caso de soluções específicas para
segmentos, como a indústria do açúcar ou a criação
de aves, a Oracle optou por complementar sua solução com as de
desenvolvedores independentes de software, os quais possuem aplicativos especializados
e que rodam sobre a tecnologia Oracle. “Um ERP que se proponha a fazer
absolutamente tudo deixa de lado, muitas vezes, a profundidade requerida para
atender necesidades específicas de negócio. E isso não
seria diferente no agronegócio”, argumenta Papaleo. Ele cita, por
exemplo, o controle de vacinas na produção animal, gestão
na agricultura de precisão no plantio de grãos, otimização
da roterização de coleta de leite nos produtores. O objetivo será,
então, ampliar a integração das soluções
desses parceiros, já migradas para a tecnologia Oracle, às da
própria Oracle. “Não estamos falando apenas de interfaces
entre dois sistemas, mas de uma integração nativa”, frisa
o diretor.
Para a Oracle do Brasil, o conhecimento de mercado dos ISVs
parceiros é fundamental para o sucesso de sua estratégia. “O
desenvolvedor de nicho está mais próximo do seu cliente, tem capilaridade
e especialização”, lembra Cristiane Santos, diretora de
Alianças da Oracle do Brasil. “E nós temos uma solução
robusta, baseada numa tecnologia com inúmeras vantagens tecnológicas.
Assim, o parceiro não precisa reinventar a roda, desenvolvendo módulos
genéricos de ERP, como o de contas a pagar, que temos na nossa suite”,
comenta Santos.
Foco no cliente
Mais do que apenas uma solução, o parceiro também tem uma
expertise valorizada pela Oracle. “Ele conhece muito bem o cliente e já
fez dezenas de implantações similares na sua área”,
lembra Papaleo. “Está a par, ainda, dos ciclos de sua cadeia de
produção, os quais incluem os desafios de fluxo de caixa de seus
clientes, norteados pelas safras e entressafras”, exemplifica.
Com a rede de parceiros, rotinas como a criação
de aves, a produção de açúcar, a gestão de
cooperativas, ou o controle de safra com o uso de hand helds, são cobertos
com aplicativos robustos e 100% baseados em tecnologia Oracle.
A divisão de agronegócios da Oracle do Brasil
já atende a grandes grupos como Nova América Alimentos, Cargill,
Frigorífico Bertin, entre outros em suas necessidades específicas,
apoiada pelas equipes de tecnologia e de consultoria da Oracle.
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