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Pesquisa do IDC sobre o mercado brasileiro de software
SÃO PAULO, Brasil   24-AUG-2005 02:20 PM    São Paulo, 24 de agosto de 2005 – No Brasil e no mundo, a necessidade de dinamismo e flexibilidade como parte da estratégia de negócio já leva diversas empresas usuárias de TI a reconhecer os benefícios e a importância do uso de software não mais como um produto, mas como um serviço.
Em 2004, o mercado total de TI movimentou US$ 1 trilhão. O Brasil, responsável por 40% da receita gerada na América Latina, movimentou US$ 10,8 bilhões. Desse valor, 53% correspondem a software e serviços.

O panorama atual revela que grande parte do software corporativo é instalada e gerenciada dentro da planta do próprio cliente, sendo licenciado de maneira tradicional, o que garante o uso e a manutenção do software indefinidamente, mediante o pagamento de uma taxa inicial de aquisição e uma taxa anual de manutenção.

Contudo, a crescente complexidade dos ambientes de Tecnologia da Informação das empresas, que implica aumento do número de produtos de software instalados, necessidade de controle do número das licenças utilizadas, gestão de atualizações e resposta às mudanças do ambiente de negócios, vem modificando a visão dos CIOs em relação ao licenciamento e uso de software no Brasil.

Em julho deste ano, a IDC Brasil entrevistou 103 gerentes e diretores de TI de empresas médias e grandes e identificou dois grandes grupos antagônicos de usuários: o grupo de usuários que não utiliza todo o potencial do software adquirido e o grupo de usuários que, devido à complexidade e ao alto custo do software, deixa de adquirir o software.

Maturidade
Em 2000, o consumo de hardware no Brasil representava 60% dos orçamentos destinados a TI. Hoje, a maturidade do mercado de software, que é proporcionalmente comparável à dos países desenvolvidos, traz consigo diversos fatores que vêm moldando a oferta de soluções e gerando novos conceitos como a utilização de software como um serviço.

Originado no mercado de hardware, o conceito de Software as a Service (SaaS) vem em resposta aos desafios internos das empresas usuárias de TI, somado ao aumento do seu poder de barganha em relação aos fornecedores, moldando a oferta final que recebe. SaaS se refere à aquisição de soluções pagas como um serviço, o que implica a terceirização de gestão e suporte dessas aplicações (gestão de aplicações hospedadas), permitindo assim dinamismo, flexibilidade e redução de custos. Mercado de Software como Serviço no Brasil No Brasil, o mercado total de serviços de TI gerou cerca de US$ 4 bilhões em 2004, dos quais cerca de US$ 235 milhões foram destinados à adoção de software como um serviço que corresponde aos projetos de terceirização da gestão das aplicações e venda de software On Demand, ou seja, software pago como um serviço, geralmente em taxas anuais e hospedado em sites que não pertencem ao cliente final. A IDC verificou que a atual base instalada das empresas usuárias de TI é, em geral, composta primordialmente por banco de dados, software de backup, ERP, e-mail, servidor de aplicações e software de gestão de sistemas. De acordo com pesquisa feita para avaliar o mercado potencial de SaaS, foi apurado que parte dessas empresas já possui dados, como banco de dados, ERPs, aplicativos e programas desenvolvidos internamente, software de gestão de sistemas e de backup, hospedados em data centers terceiros. O estudo revelou que as empresas de médio porte apresentam o maior potencial para terceirização – 28% já terceirizam a hospedagem de parte de seus dados.

Os segmentos verticais de manufatura e serviços, onde se encontra grande parte das empresas de médio porte no Brasil, são os principais usuários potenciais de software como um serviço, de acordo com o estudo realizado pela IDC. Custos com Aquisição, Gestão e Manutenção do Software Os principais custos relacionados à aquisição e ao gerenciamento de software reportados estão associados à aquisição de licenças em excesso (20%), upgrades de software e hardware (19%) e treinamentos e certificações de pessoal em software (18%). A IDC apurou que o modelo de licenciamento que foge à tradicional licença perpétua já é uma realidade em cerca de 25% das empresas médias, principalmente nos setores de manufatura e serviços, e 20% das empresas com mais de 500 funcionários. No curto prazo, os principais desafios para os fornecedores estarão associados à migração do modelo atual para o pagamento de software como um serviço com hospedagem em um data center.

A perda do controle das informações e dúvidas no retorno sobre o investimento são as principais preocupações dos CIOs. Nesse cenário receoso de acesso de informações por parte dos fornecedores de serviços, 38% das empresas entrevistadas acreditam que, se escolhessem um parceiro para a prestação desse serviço, o fornecedor de software (software vendor) seria o parceiro mais apropriado, pois já possuem relacionamento próximo e confiança na capacidade deste em prover suporte para as suas próprias aplicações. Outro parceiro bem cotado para a prestação desse serviço seria os data centers, devido a sua oferta de hospedagem remota e especialização em serviços de gestão de software e hardware de terceiros.

Panorama Futuro
A adoção de software como serviço é promissora para os fornecedores de software. A IDC calcula que este mercado crescerá cerca de 23,5% ao ano e, em 2009, atingirá US$ 667 milhões. Esta cifra envolve tanto a Gestão de Aplicações quanto Software On Demand, ou seja, produtos de software pagos como serviços e hospedados em sites externos ao da empresa usuária; de fato, a empresa paga apenas pelo uso da aplicação. As empresas de pequeno e médio porte demonstram maior potencial de adoção no curto e médio prazo, portanto ofertas específicas para estas empresas garantirão geração de receita. Finalmente, para uma abordagem estratégica de sucesso, o alinhamento da oferta de soluções de TI com os aspectos de negócios do cliente, acompanhando cada movimento e investindo em relações de longo prazo, será fundamental. Facilidade, dinamismo e flexibilidade nos upgrades serão fatores-chave nas negociações e componentes da oferta de valor de soluções de Software como serviço.

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