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GRSA investe cerca de R$ 1 milhão em grid computing e aumenta em 140% sua capacidade de processamento
Em duas semanas, empresa líder em serviços de alimentação implementou projeto de grid baseado no banco de dados de última geração Oracle 10g; espera-se o retorno do investimento para, no máximo, cinco meses
SÃO PAULO, Brasil   12-JUN-2006 08:07 AM    Preparar a área de Tecnologia da Informação (TI) para acompanhar o crescimento do grupo formado por sete marcas de serviços de alimentação, que servem 700 mil refeições por dia em todo o País. Este era o grande desafio da GRSA, empresa de serviços de alimentação do Grupo Accor e Compass Group. Depois de fazer um raio-x sobre os investimentos necessários para melhorar a performance dos sistemas cruciais para o negócio, a empresa decidiu apostar na arquitetura de grid computing quando migrou do banco de dados Oracle 9i para a última versão do Oracle 10g.

O projeto, no qual foi investido em torno de R$ 1 milhão, envolveu a instalação de uma infra-estrutura robusta para rodar o sistema de missão crítica, o ERP TecFood Web fornecido pela Teknisa, utilizado por cerca de 1.044 usuários dos restaurantes do grupo distribuídos pelo Brasil, além de outros 411 da sede da empresa, instalada em São Paulo e nos demais escritórios regionais. A solução de grid computing está no ar desde o início de dezembro de 2005 e foi implementada em tempo recorde: duas semanas. “Já colhemos outros frutos dessa iniciativa que superou as expectativas. Esperamos o retorno do investimento (ROI), dentro de três a cinco meses”, comemora Albino Faustino Júnior, CIO da GRSA.

Preparada para crescer
Além da rentabilidade do projeto ser bastante atrativa, o executivo ressalta os outros benefícios que resultaram da implementação da arquitetura em grid. A GRSA deu um salto em relação a sua capacidade de processamento, que aumentou 140%, e eliminou os possíveis gargalos de performance e escalabilidade. Hoje, a empresa possui uma infra-estrutura tecnológica flexível que dará condições ao grupo de se preparar melhor para o crescimento contínuo que tem se registrado nos últimos anos. A área já está pronta para atender dois mil usuários, ou seja, mais que o dobro da base atual de usuários.

A GRSA é pioneira no Brasil na implementação da arquitetura de grid computing, ou computação em grade (na tradução para o português) baseada na plataforma Oracle. “O grid computing começa a ganhar espaço no Brasil. A GRSA é um exemplo de como a empresa montou uma estrutura flexível e dinâmica”, diz Eduardo Lopez, vice-presidente de Tecnologia da Oracle para a América Latina. Segundo o executivo, no caso da Oracle, a empresa oferece um conjunto integrado de serviços de segurança com vários recursos que podem ser utilizados por empresas de todos os tamanhos e de qualquer segmento.

O grid computing é mais seguro do que as ilhas de computação existentes e representa a quinta geração da computação após a arquitetura cliente/servidor e multicamadas, segundo o International Data Coporation (IDC). O instituto norte-americano estima que o mercado de grid computing poderá movimentar US$ 12 bilhões até 2007 em todo o mundo.

Distribuição do processamento
A solução de banco de dados da Oracle 10g oferece um conjunto integrado de serviços de segurança e gerenciamento de identidades, que possibilita a administração automática do provisionamento de usuários e serviços, geração e controle de credenciais de segurança, autenticação e controle de acesso, e responsabilização dos usuários. Entre outras vantagens, a arquitetura em grid é flexível, já que permite a distribuição do processamento dos aplicativos por toda a rede de forma dinâmica, em função da demanda de cada área da empresa. Isso significa que a carga de trabalho do sistema pode ser balanceada automaticamente em função da ociosidade e da capacidade de recursos existentes, evitando a subutilização de servidores e equipamentos de storage (armazenamento).

Em novembro de 2004 a empresa fez um capacity planning, projeto que a ajudaria a planejar o crescimento de sua área de sistemas para atender à demanda futura dos usuários. O sistema de gestão empresarial roda no front-office, ou seja, na linha de frente dos negócios. Na prática, o ERP trabalha na camada de informações operacionais da empresa que envolve toda a cadeia de suprimentos, desde o planejamento de cardápios até o faturamento, passando pelo controle de recebimentos e estoques, integrando tais processos ao backoffice da empresa para o qual a escolha foi o Oracle Applications 11i.

Superação das expectativas
O projeto foi finalizado em janeiro de 2005, quando a empresa definiu que, em breve, precisaria de uma infra-estrutura para atender dois mil usuários. Ao longo do ano passado, os quatro profissionais da GRSA envolvidos no projeto cuidaram dos detalhes. O grid computing entrou no ar em dezembro do ano passado em uma infra-estrutura de hardware que inclui dois servidores IBM, um storage Netapp FAS 3020, com capacidade para armazenar 2 TB (terabytes), quatro switches Giga e o banco de dados de última geração da Oracle, a segunda versão do 10g. “Tínhamos apenas um servidor para banco de dados, sendo que o mesmo tinha uma ociosidade média de 20%”, explica o diretor de TI da GRSA.

A implementação da arquitetura em grid superou as expectativas. “Com o sistema de cluster (que permite espelhar o processamento), conseguimos balancear a carga do sistema e aumentar em 140% nossa capacidade de processamento. Também tivemos um melhor aproveitamento dos recursos de hardware”, diz Faustino Jr, diretor de TI da GRSA. O parque tecnológico da GRSA é composto por 85 servidores Intel e IBM/AIX com 1,5 mil pontos de rede que garantem a conexão de 17 escritórios regionais. “Nosso crescimento em hardware será mais racional daqui para a frente, uma vez que poderemos comprar servidores de menor porte, característica do processamento em cluster”, conclui o diretor de TI da GRSA.

Oracle também nos aplicativos
Além do banco de dados, a GRSA utiliza outras soluções Oracle em seu back-office, isto é, na retaguarda do negócio, como o módulo de finanças e contabilidade do Oracle Applications, no qual estão reunidas as informações financeiras das sete marcas do grupo. A área de controladoria também é usuária do Oracle Financial Analyser, solução de Business Intelligence da empresa.

Há quase 30 anos no mercado, a GR Serviços de Alimentação é dona das marcas GR, ATTA, Medirest, SSP, ESS, Canteen e School Cook, que atendem aos mais variados segmentos de empresas a hospitais, passando por hotéis, aeroportos, terminais rodoviários e registrou faturamento de R$ 975 milhões no ano passado. A rede atende 1.220 clientes e 2,4 milhões de consumidores/mês no varejo.

Sobre a GRSA
A GRSA está presente há quase 30 anos no mercado de serviços de alimentação oferecendo múltiplas soluções em todo o território nacional. A empresa tem como acionistas o Grupo Accor (grupo mundial de hotelaria, turismo e serviços) e Compass (líder mundial na prestação de serviços de alimentação). A organização possui sete marcas especializadas, que fornecem serviços de alimentação em escolas, aeroportos, terminais rodoviários, locais distantes de centros urbanos, vending machines, empresas e hospitais.

A GRSA conta atualmente com 1.220 clientes, serve cerca de 700 mil refeições/dia e atende 2,4 milhões de consumidores/mês no varejo. Possui cerca de 20 mil colaboradores e, segundo o Guia Exame 2005, é a 17ª maior empregadora do país.

Sobre o Oracle Database 10g release 2
Lançado em julho de 2004, a segunda versão do Oracle 10g destaca-se pelo aprimoramento de recursos já oferecidos na primeira versão com alta capacidade de processamento de transações on-line. Entre outras características, a segunda versão teve sua análise da performance aprimorada e permite a utilização com maior precisão dos vários recursos de hardware. A nova versão oferece também outros recursos para facilitar a análise imediata da performance e o sistema de gerenciamento aprimorou sua capacidade de gerenciar cargas de trabalho de aplicativos e medições de performance que facilitam a detecção de eventuais falhas. A família 10g de produtos Oracle tem como característica básica a possibilidade do processamento em grid computing. Esta tecnologia permite o balanceamento do processamento ao longo de todo o sistema corporativo, distribuindo melhor as cargas de trabalho entre os diversos servidores e sistemas de storage de uma organização.

Sobre a Oracle
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