Explorando as opções de instalação e roles de usuário no Oracle Solaris 11

Por Alexandre Borges
Postado em janeiro 2014

Este artigo faz parte de uma śerie de dois artigos que descrevem como eu instalei Oracle Solaris 11 e explorei seu novo sistema de pacotes, e o modo que ele lida com roles, redes, e serviços. Este artigo foca em explorar o Oracle Solaris 11 (sem a necessidade de instalá-lo), instalá-lo, e torne-se familiar com alguns conceitos e características básicas.

Introdução

Se eu precisasse resumir o sistema operacional Oracle Solaris 11 em apenas uma palavra, ela seria “perfeito”.  Sério. Eu tenho trabalhado e ministrado treinamento sobre o Oracle Solaris desde 2001 (Oracle Solaris 8, 9, 10 e 11), e ele passou por muitas mudanças desde então. Há muitos outros sistemas operacionais no mercado que apresentam excelentes características, mas nenhum deles fornece desempenho, segurança e usabilidade como o Oracle Solaris. Adicionalmente, Oracle Solaris está rodando nos ambientes mais críticos ao redor do mundo.

Neste artigo, minha abordagem será mostrar a você como explorar o Oracle Solaris 11 antes de instalá-lo. Então, eu lhe ajudarei a instalá-lo, e eu descreverei o desktop do Oracle Solaris 11, como usar a role de root, e como conseguir alguma informação básica sobre o sistema.

Na Parte 2 desta série, eu explicarei diversas das importantes características do Oracle Solaris 11, tais como redes, serviços (SMF), e o IPS (Image Manage Facility).

Ao longo do caminho, eu também vou compartilhar um pouco da minha experiência instalando, configurando e administrando o Oracle Solaris 11, e quais os tipos de problemas que eu enfrentei quando eu tentei usá-lo .

Sobre o Oracle Solaris 11

Primeiro, permita-me fornecer uma curta definição de algumas das importantes features do Solaris 11:

  • ZFS: Um dos melhores sistemas de arquivos do mundo, o qual oferece escalabilidade, usabilidade e segurança.
  • Oracle Solaris Zones: Um método de virtualização que tem estado disponível desde o Oracle Solaris 10, o qual permite que você execute versões diferentes do Oracle Solaris (Oracle Solaris 8,9,10 e 11) em um ambiente virtual sem impactar o host com Oracle Solaris 11. Além do mais, é possível usar um framework chamado Resource Manager para controlar os recursos (processador, memória e rede) usados pelas zonas.
  • Image Packing System: Um novo método para gerenciar pacotes no Oracle Solaris 11, o qual é mais poderoso e fácil de usar do que os comandos anteriores como pkginfo, pkgadd, pkgrm, etc...
  • Dynamic Trace (DTrace): Uma ferramenta revolucionária e avançada que fornece um método preciso para analisar a performance do Oracle Solaris 11 e que auxilia você no processo de análise de problemas.
  • Common Multiprotocol SCSI TARget (COMSTAR): Um ambiente que torna a configuraçao de iSCSI, FC e FcoE mais fácil.
  • Service Management Facility: Uma mecanismo  poderoso e  útil para controlar e gerenciar os serviços do Oracle Solaris 11.
  • Boot environment (BE): Uma caracterísitica que muda a maneira que você faz update e upgrade do Solaris 11. Usando o sistema de BE, é possível realizar o upgrade de um modo seguro por usar as vantagens de snapshot e clones do ZFS. Updates são executados no clone do filesystem, e você pode rapidamente realizar o boot do novo BE uma vez o upgrade terminou. Se alguma coisa errada acontecer, você pode voltar para o ambiente antigo sem consequências adicionais. Incrível.
  • Role-based access contro (RBAC): Uma característica antiga do Oracle Solaris 8 que é grosseiramente similar ao “sudo” do Linux e que torna possível conceder privilégios muito específicos para um usuário normal – sem a necessidade de revelar a senha do usuário root – de modo que o usário possa realizar tarefas administrativas. Desde o Oracle Solaris 10 e com a adição de outra opção (Privilégios Mínimos), RBAC fornece um modo muito robusto de limitar os privilégios dos usuários e processos, concedendo a eles apenas as permissões necessárias para executar uma tarefa, portanto, reduzindo a superfície de ataque exposta aos hackers.
  • Automatic installation: Um modo avançado de instalar, ao mesmo tempo, o Oracle Solaris 11 em diversar máquinas como era antigamente feito usando a tecnologia de Jumpstart
  • IP Multipathing (IPMP): Uma característica muito útil que fornece tolerância à falha e balanceamento de carga entre interfaces de rede.

Explorando o Oracle Solaris 11

Oracle Solaris 11 roda em ambos servidores SPARC da Oracle (por exemplo, a série SPARC-T de servidores assim como a série SPARC M5-32) e em plataformas x86_64 de modo que você possa executar em hardware com  processador Intel ou AMD.  

Note: Se você está utilizando Oracle VirtualBox (http://www.oracle.com/technetwork/server-storage/virtualbox/downloads/index.html), as instruções apresentadas neste artigo ainda são válidas.

Meu conselho é que você reserve 4GB de memória RAM e um espaço em disco suficiente (cerca de 100GB) de modo que qualquer teste possa ser feito. Deste requerimento surge uma boa questão: qual é o mínimo recomendado pelo Oracle Solaris 11 : Não há nenhum requerimento especial além de 1GB  de RAM e 13GB de disco.

Para conseguir o Oracle Solaris 11, você necessitará de uma conta no site da Oracle, o qual é gratuita e pode ser criada quando você faz o download do Oracle Solaris 11.

Para fazer o download do Oracle Solaris 11, vá em http://www.oracle.com/technetwork/server-storage/solaris11/downloads/index.html e realize o download do arquivo que está disponível na seção “Oracle Solaris 11.1 Live Media for x86”.  (No momento que escrevo este artigo, o arquivo têm 966 MB). Este arquivo permitirá que você teste o Oracle Solaris 11 antes que possa decidir de fato instalá-lo. Não se esqueça de aceitar os termos do acordo de licença no alto da página.

Além do mais, eu sugiro que você leia o excelente documento  “Oracle Solaris 11—What's New” (http://www.oracle.com/technetwork/server-storage/solaris11/documentation/solaris11-1-whatsnew-1732377.pdf?). Ele ressalta características muito importantes e será especialmente interessante se você já trabalhou com versões anteriores do Oracle Solaris.

Há alguns pontos importantes que você precisa prestar atenção quando inicializando o Oracle Solaris 11, por exemplo, o instalador do Oracle Solaris não perguntará por um endereço IP, uma máscara de rede, ou mesmo um gateway. Por que ? Porque o Oracle Solaris 11 é baseado em uma “feature” chamada de Reactive Network Configuration (RNC) – antigamente conhecida como Network Auto Magic (NWAM) – a qual faz todo o trabalho sujo. Tudo o que é necessário é um serviço de DHCP disponível na rede. Após você fornecer isto, RNC faz todo o resto.

Note: Em adição à instalação automática feita pelo do Oracle Solaris 11.1 Live Media, há outro tipo de instalação que pode ser feito pelo usando o instalador baseado em texto do Oracle Solaris. Ele faz o mesmo que o Live Media faz, mas mostra a você opções diferentes para configurar o endereço IP fixo (além do próprio DHCP), assim como fornecer uma máscara e um gateway. Além disto, ele fornecer a opção de instalar o conjunto de pacotes “ servidor” (ao passo que o Live Media instala a opção de pacotes para desktop), ele permite configurar a conta root como uma role ou um usuário (mais a respeito disto adiante), e ele demanda menos memória do que o métoda de instalação usando o Live Media DVD. 

Seguindo, você deveria pegar o DVD do Oracle Solaris 11 (ou o arquivo .iso) e associá-lo com uma máquina virtual. Para fazer isto, selecione “VM Settings”, depois vá para a seção CD/DVD, clique no botão “Browse” e aponte para o arquivo .iso. Não se esqueça de selecionar “Conect at power” e clique  “OK”.

Após você ligar sua máquina virtual, o processo de boot ocorre e uma tela similar à Figura 1 será mostrada.


Figura 1

Desde que a opção Oracle Solaris 11 já está marcada, você não precisa fazer qualquer coisa. Apenas pressione “Enter”, e o assistente de instalação do Oracle Solaris apresentará a próxima tela (Figura 2), onde você pode escolher o telcado e a liguagem:


Figura 2

Uma vez você escolheu o teclado e a linguagem, na próxima tela você verã um desktop funcional (Figura 3) que fornece alguns ícones importantes.


Figura 3

Um destes ícones é rotulado como GParted Partition Editor, o qual inicia uma ferramenta na qual você pode modificar as partições do disco e adaptá-las para sua instalação. Veja a Figura 4.


Figura 4

Adicionalmente, há um ícone para outra ferramenta chamada Device Driver Utility, a qual permite você verificar se o Oracle Solaris 11 pode oferecer device drivers para todos os hardwares de sua máquina. A Figura 5 mostra uma tela de exemplo. É aconselhável rodar esta ferramenta antes de instalar o Oracle Solaris 11 para determinar se há qualquer dispositivo para o qual o Oracle Solaris 11 não pode fornecer drivers apropriados.

Lembre-se que, neste ponto , você está rodando a versão em Oracle Solaris 11 Live Media em DVD e nada foi alterado ainda, A propósito, se a aplicação perguntar por uma senha, a senha padrão é “solaris”.


Figura 5

Como você pode ver na Figura 5, eu estou rodando Oracle Solaris em uma máquina virtual VMware e tudo está ok, mas aqui há uma coisa importante para você saber caso encontre algum tipo de problema. Se você você olhar no final da página, você verá um botão “Submit”. Quando você pressionar este botão, dados  ligados ao hardware da sua máquina são enviados à Oracle (o endereço correto é mailto:feedback_ww-grp@oracle.com), e isto ajudará a Oracle a tornar o Oracle Solaris 11 melhor.

Como isto é feito ? Segue aqui uma estória interessante: há alguns anos atrás, quando eu ainda estava usando o Oracle Solaris 10, a instalação não pôde encontrar um driver de dispositivo que fosse apropriado para minha placa de rede. Eu enviei um relatório notificando o problema para a Sun Microsystems, e deixe a questão para lá. Algumas semanas depois, eu recebi  um e-mail da Sun me contando que o driver da minha placa de rede seria incluso na próxima versão do Solaris 10.

A Figura 6 mostra a tela para enviar informações para a Oracle:


Figura 6

Instalando o Oracle Solaris 11

Agora que nś vimos algumas ferramentas do DVD de instalação do Oracle Solaris 11, vamos instalá-lo.

Para começar, pressione o ícone Install Oracle Solaris no seu desktop. Você verá uma tela de boas vindas como a mostrada na Figura 7:


Figura 7

Pressione Next.

A tela mostrada na Figura 8 é lhe apresentada. Lá, você tem a oportunidade de especificar se usará disco local ou iSCSI para instalar o Oracle Solaris 11. Porque eu escolhi a minha máquina como sendo uma máquina virtual Vmware, vamos escolher Local Disks and presssionar Next.


Figura 8

A tela mostrada na Figura 9 é apresentada, o qual nos mostra duas opções. Para tornar as coisas simples, vamos escolher  Use the whole disk e então pressionar Next.


Figura 9

A tela mostrada na Figura 10 aparece. Esta é uma tela tradicional que você reconhecerá de outros sistemas operacionais, na qual você deve escolher sua região, localização e seu fuso horário. É recomendado também configurar a data e a hora, mas é possível usar o serviço de NTP no Oracle Solaris 11.

Após marcar as opções necessárias, pressione Next.


Figura 10

A próxima tela (mostrada na Figura 11) pede para que você crie um usuário regular por entrar seu nome, login name e uma senha. É aconselhável escolher uma senha composta de letras (minúsculas e maiúculas), números e caracteres especiais.

Na caixa  Computer name, entre um nome simples que contenha letras minúsculas (porque o Unix é sensível entre maiúsculas e minúsculas) e nenhum caracter especial (tais como #, ! e $).

Esteja consciente que esta conta de usuário vai ser utilizada no seu primeiro login no Oracle Solaris 11, portanto não esqueça a senha ! Depois clique em Next.


Figura 11

Se você já tem uma conta de suporte na Oracle, na tela mostrada na Figura 12, você pode fornecer detalhes do seu perfil na Oracle (endereço de e-mail e sua senha) para receber notícias de segurança da Oracle sobre o Oracle Solaris 11.

Desde que você está apenas testando e aprendendo sobre o Oracle Solaris 11 agora, nós devemos deselecionar a caixa I wish to receive security updates via My Oracle Support e deixar todo o resto intocado. Então clique em Next.


Figura 12

Seguindo, nós vemos a tela final (Figura 13) para nossa instação do Oracle Solaris 11. Aqui, revemos se todas as escolhas foram corretas, e então pressionamos Install.


Figura 13

A instalação começa e todo o sistema operacional será instaldo. Você terá tempo para uma chícara de café (ou, no meu caso, para uma Coca Cola). No meu computador (um notebook Dell Workstation 6600 usando um processo Intel 930 i7 Extreme Edition), o processo de instalação levou cerca de 10 minutos.

Após a instalação completar, você deveria pressionar a tecla Reboot.   

Seus primeiros passos com o Oracle Solaris 11

Durante a primeira inicialização, você deveria ver o menu do Grub do Oracle Solaris 11 (o qual é muito similar ao menu do Grub no Oracle Linux). Haverá somente uma opção, similar à figura 14:


Figura 14

Como nas instalações de Linux, você poderia querer personalizar os parâmetros de boot da sua nova instalação do por pressionar a tecla “e” (para editar) na tela apresentada na Figura 15.


Figura 15

Desde que nós estamos começando nossa exploração do Oracle Solaris 11, vamos deixar tudo como está agora, e então pressionar ESC para voltar a tela anterior (Figura 14). Do menu inicial, pressione Enter e o Oracle Solaris 11 seguirá sua sequência normal de inicialização e, finalmente, a tela de login será mostrada.

Entre o login name que você escolheu durante a instalação.


Figura 16

Na próxima tela (mostrada na Figura 17), entre a senha que você especificou durante a instalação. Você pode também alterar o gerenciador gráfico (GNOME ou xterm), o teclado, e a língua.


Figura 17

Após você ter entrado a senha, a área de trabalho do Oracle Solaris 11 será mostrada (Figura 18)


Figura 18

Usando a root Role

Agora que você logou no sistema, você poderia se fazer a seguinte pergunta: “Por que você não pode usar a conta de root” ? A conta de root no Oracle Solaris 11 (como no Oracle Solaris 10) é apenas uma role. Você pode usar esta role após você estar logado com uma conta normal (no meu caso, alex) por executar um comando como su – root.

Usando esta role root, você será capaz de fazer qualquer coisa necessária no seu ambiente. Em futuros artigos, eu espero cobrir o RBAC em mais detalhes. Por hora, vamos aprender como usar a role root.

Primeiro, abra um terminal. Esta é uma tarefa simples: clique com o botão direito do mouse na tela de fundo e escolha Open Terminal. Então digite o seguinte comando:

	$ su - root
    
    

Como mostrado na Figura 19, uma nova senha será solicitada. Eu sugiro que você entre uma nova senha que consista de letras (maiúsculas e minúsculas), números e caracteres especiais.


Figura 19

Agora nós podemos ir adiante. Se você lembrar, eu disse anteriormente que a conta de root é uma role (similar aos conceitos de RBAC). Eu posso mostrar isto mostrando um arquivo muito interessante chamado /etc/user_attr:

# more /etc/user_attr

# The system provided entries are stored in different files
# under "/etc/user_attr.d".  They should not be copied to this file.

root::::type=role
alex::::lock_after_retries=no;profiles=System Administrator;roles=root
Listagem 1

    

Deste arquivo, nós podemos extrair muitas informações:

  • A conta de root é uma role  (não é um usuário).
  • O único usuário que é capaz de fazer uso desta role de root é o usuário alex.
  • Mesmo se o usuário alex entrar entrar uma senha errada diversar vezes, ele não será bloqueado.

Agora que nós entendemos este arquivo, vamos converter a role root para usuário root por digitar o seguinte:

# rolemod -K type=normal root

    

Para este comando fazer efeito, selecione System → Log out. Então, tente logar novamente usuando a conta root. Surgirá novamente a opção de configurar o Windows Manager (GNOME), o teclado e a língua. 

Seria útil verificar o arquivo /etc/user_attr novamente para ver quais mudanças o comando rolemod fez:

# more /etc/user_attr

#
# The system provided entries are stored in different files
# under "/etc/user_attr.d".  They should not be copied to this file.
#
		alex::::profiles=System Administrator;roles=root;lock_after_retries=no
Listagem 2

Note que a linha root::::type=role desapareceu. Nossa conta root é uma conta de usuário a partir de agora.

Além do mais, nós podemos verificar a mesma informação por digitar o seguinte:

	# id -a
uid=0(root) gid=0(root) groups=0(root),1(other),2(bin),3(sys),4(adm),5(uucp),6(mail),7(tty),8(lp),9(nuucp),12(daemon)

    

Como nós podemos ver, nós estamos logados como root, nosso grupo primário é root, e nós fazemos parte de outros grupos secundários. Toda a configuração vem de dois arquivos: /etc/passwd e /etc/shadow.

De tempos em tempos, alterar a senha do usuário root é uma boa idéia. É fácil fazer isto:

	# passwd root

Toda a mudança da senha de usuário altera o conteúdo do arquivo /etc/shadow.

Uma coisa mais: se alguém pedir para nós provarmos que nossa instalação do Oracle Solaris 11 foi feita com sucesso, como nós mostramos isto ? De novo, é fácil. Como mostrado na Listagem 3, há um arquivo que mostra tudo sobre a instalação do Oracle Solaris 11:

	# more /var/sadm/system/logs/install_log
	
2013-05-19 20:07:10,837   InstallationLogger INFO       **** START ****                                   
2013-05-19 20:07:11,152   InstallationLogger INFO       Loading GLADE files...
                            
2013-05-19 20:07:11,313   InstallationLogger INFO       Done loading GLADE files.
                         
PROGRESS REPORT: progress percent:0 Preparing for Installation
2013-05-19 20:07:11,497   InstallationLogger INFO       Initial screen is screen [0] [Welcome Screen]     
PROGRESS REPORT: progress percent:100 TargetDiscovery completed.
2013-05-19 20:07:14,019   InstallationLogger INFO       Next screen is screen [1] [Disk Discovery Screen]
2013-05-19 20:07:15,002   InstallationLogger INFO       Starting Disk Discovery validation.               
2013-05-19 20:07:15,004   InstallationLogger INFO       Next screen is screen [2] [Disk Screen]           
2013-05-19 20:07:15,107   InstallationLogger INFO       TD XML:
                         

2013-05-19 20:07:15,108   InstallationLogger INFO       TD found 1 disks matching criteria                
2013-05-19 20:07:15,164   InstallationLogger INFO       Disk [c8t0d0] selected
                            
2013-05-19 20:07:15,164   InstallationLogger INFO       TD AND TC FINISHED SUCCESSFULLY!                  
2013-05-19 20:07:15,206   InstallationLogger INFO       Disk [c8t0d0] selected  
                          
2013-05-19 20:07:21,205   InstallationLogger INFO       Disk [c8t0d0] selected
                            
2013-05-19 20:07:23,245   InstallationLogger INFO       Starting validation.
                              
2013-05-19 20:07:23,251   InstallationLogger INFO       Disk layout after tidy
Listagem 3

Conectando ao Oracle Solaris 11 por outros métodos

Infelizmente, nós nem sempre teremos a oportunidade de conectar ao Oracle Solaris 11 como usuário root usando a máquina localmente. Portanto, vamos fazer algumas mudanças no nosso ambiente.

            Caution: Esteja consciente que os próximos dois comandos são inseguros e não são recomendados para um ambiente de produção porque eles representam um GRANDE RISCO DE SEGURANÇA. Eu apenas incluí eles aqui para fazer, inicialmente, sua vida mais fácil. Você pode trabalhar com o Oracle Solaris 11 sem eles.

Primeiro, seria útil desbloquear a conexão através do serviço de telnet para o usuário root. Portanto, vamos editar o arquivo /etc/default/login e comentar a linha que inicia com a palavra CONSOLE, como mostrado na Listagem 4:

	# vi /etc/default/login


# Set the TZ environment variable of the shell.
#
#TIMEZONE=EST5EDT

# ULIMIT sets the file size limit for the login.  Units are disk blocks.
# The default of zero means no limit.
#
#ULIMIT=0

# If CONSOLE is set, root can only login on that device.
# If the specified device is /dev/console, then root can also log into
# any of the currently enabled /dev/vt/# virtual terminal devices.
# Comment this line out to allow remote login by root.
#
# CONSOLE=/dev/console

# PASSREQ determines if login requires a password.
#
PASSREQ=YES
	Listagem 4

    

Nós podemos fazer a mesma coisa com o serviço de SSH por editar o arquivo /etc/ssh/sshd_config e alterar a linha PermitRootLogin para yes, como mostrado na Listagem 5:  

	# vi /etc/ssh/sshd_config

		# Listen port (the IANA registered port number for ssh 		is 22)
Port 22

# The default listen address is all interfaces, this may need to be changed
# if you wish to restrict the interfaces sshd listens on for a multi homed host.
# Multiple ListenAddress entries are allowed.

…..............

# Are root logins permitted using sshd.
# Note that sshd uses pam_authenticate(3PAM) so the root (or any other) user
# maybe denied access by a PAM module regardless of this setting.
# Valid options are yes, without-password, no.
PermitRootLogin yes

# sftp subsystem
Subsystem	sftp	internal-sftp

…........
Listagem 5

Nós podemos agora conectar ao Oracle Solaris 11 de uma conveniente (mas não segura) maneira.

Coletando informações do sistema

Às vezes, é necessário conseguir alguma informação sobre o seu sistema, por exemplo, quanto de memória RAM você tem na sua máquina ou quais outras features de hardware existem na sua máquina. Há dois comandos simples para obter estas respostas:

Primeiro, vamos conseguir o tamanho da memória:

	# prtconf | grep -i memory

	Memory size: 4096 Megabytes

Para conseguir outros detalhes de hardware, execute o comando mostrado na Listagem 6:

	# prtdiag -v | more



System Configuration: VMware, Inc. VMware Virtual Platform
BIOS Configuration: Phoenix Technologies LTD 6.00 06/02/2011

==== Processor Sockets ====================================

Version                          Location Tag
-------------------------------- --------------------------
Pentium(R) Pro                   CPU socket #0

==== Memory Device Sockets ================================

Type        Status Set Device Locator      Bank Locator
----------- ------ --- ------------------- ----------------
DRAM        in use 0   RAM slot #0         RAM slot #0
DRAM        empty  0   RAM slot #1         RAM slot #1

…...............

==== On-Board Devices =====================================
VMware SVGA II
ES1371

==== Upgradeable Slots ====================================

ID  Status    Type             Description
--- --------- ---------------- ----------------------------
0   unknown   ISA              ISA Slot J8
0   unknown   ISA              ISA Slot J9
0   unknown   ISA              ISA Slot J10
1   in use    PCI              PCI Slot J11
2   in use    PCI              PCI Slot J12
3   in use    PCI              PCI Slot J13
4   available PCI              PCI Slot J14
	Listagem 6
    

A Listagem 6 mostra que eu estou usando uma máquina virtual Vmware. Na máquina física, nós veríamos uma mais completa (e significativa) saída.

É uma necessidade comum conhecer o nome de sua máquina e isto você pode obter por digitar o seguinte:

	# hostname
	solaris11

A Listagem 7 mostra outros comandos úteis:

	# uname -a
SunOS solaris11 5.11 11.1 i86pc i386 i86pc


# more /etc/release

 	Oracle Solaris 11.1 X86
  Copyright (c) 1983, 2012, Oracle and/or its affiliates.  All rights reserved.
                           Assembled 19 September 2012
Listagem 7

Para finalizar, vamos aprender como desligar o sistema. Para realizar isto de uma maneira correta, digite um dos seguintes comandos:

	# shutdown -y -i5 -g0

	Ou:

	# init 5

Nota: Se nós, ao invés disto, executarmos o comando poweroff , nosso sistema será desligado, contudo alguns scripts de finalização não serão executados. Portanto, você não deveria usar o comando poweroff em um ambiente de produção. Somente use-o como último recurso.

Conclusão

Neste artigo, eu mostrei a você como explorar e instalar o Oracle Solaris 11. Veja a segunda parte desta série para uma discussão mais aprofundada sobre as features do Oracle Solaris 11.

 


Alexandre Borges é um Oracle ACE e trabalhou como instrutor funcionário e contratado na Sun Microsystems de 2001 à 2010 ministrando cursos de Oracle Solaris, Oracle Solaris Cluster, Oracle Solaris security, Java EE, Sun hardware, e MySQL. Atualmente, ele ministra aulas para a Symantec, parceiros Oracle, e para EC-Council, além de diversos treinamentos especializados em segurança da informação. Além disto, ele é um autor e colunista regular na Linux Magazine Brasil.