História de Cliente Java

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Java Assume o Controle

A fabricante de sistemas de robótica e automação Perrone Robotics apresenta um sistema baseado em Java para testar as novas tecnologias anticolisão da atualidade. Por Philip J. Gill

 

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Paul Perrone falará sobre os testes de veículos automatizados com Java na JavaOne.

Antes restrito à ficção científica, o carro sem motorista virou realidade. Um número cada vez maior de montadoras já equipa seus veículos com vários sistemas anticolisão. Com nomes como “frenagem anticolisão iminente”, “assistência dinâmica de frenagem”, “frenagem autônoma de emergência” e “controle de cruzeiro adaptável”, esses novos sistemas de segurança podem detectar colisões iminentes, emitir alarmes, reduzir a velocidade ou frear o carro antes que a maioria dos motoristas tenha chance de reagir.

Embora ninguém duvide da importância desses sistemas, ainda não foi possível testar totalmente sua eficácia. Por essa razão, o Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), entidade norte-americana de segurança viária, contratou a Perrone Robotics para desenvolver um sistema desse tipo, o Sistema de Teste para Veículo Autônomo (AVTS; Autonomous Vehicle Test System). O AVTS, escrito inteiramente em Java, será usado para testar, de maneira independente, a segurança desses sistemas anticolisão.

 O DAK é um sistema... que é instalado no veículo para realizar manobras de direção com maior precisão que um motorista humano.  

- Paul Perrone

“Muitos dos veículos de hoje’ já têm ‘frenagem anticolisão iminente’ e outros recursos”, ressalta Paul Perrone, fundador e CEO da empresa situada em Charlottesville, no Estado de Virgínia. “Mas até agora, o IIHS ainda’não tinha realmente como testar o desempenho dessas tecnologias em situações reais, com carros circulando na estrada em alta velocidade”.

“Nossa empresa começou a trabalhar no sistema no início de 2013 e concluiu a primeira fase do contrato, que exigia a entrega de um sistema completo, incluindo um Veículo-Robô-Alvo (Target Robot Vehicle) e um kit para montagem de atuadores (DAK) para uso pelo IIHS”, diz Perrone.

Condições reais

O IIHS, com sede em Arlington, no Estado de Virgínia, é uma organização de pesquisa científica e educacional independente e sem fins lucrativos que educa o público geral sobre segurança viária e automotiva. A Perrone Robotics, fundada em 2001, fornece aplicativos de robótica e automação baseados em seu kit de ferramentas e plataforma de software de uso geral MAX, inteiramente em Java. Para o projeto do IIHS, a Perrone Robotics usou a estrutura MAX-UGV, originalmente desenvolvida para o 2005 DARPA Grand Challenge, como base para dois elementos de robótica móvel do AVTS.

Perrone Robotics
Perrone Robotics

Site: perronerobotics.com
Localização: Charlottesville, Virgínia
Setor: Tecnologia
Produtos Oracle: Java Development Kit (JDK) 6.1

Embora o IIHS não seja a primeira e única organização a desenvolver testes independentes para esses novos sistemas de segurança, ele tem critérios específicos próprios, explica Perrone. “O IIHS queria que o AVTS operasse sob condições comuns de direção em velocidades de até 90 km/h”, conta Perrone, “e o sistema não podia interferir nos processadores, no software nem nos sistemas de navegação do veículo em teste”.

O AVTS da Perrone Robotics combina hardware e software. O hardware inclui um DAK e um PC robusto. “O DAK é um sistema de sensores, atuadores e hardware de controle que é instalado no veículo para realizar manobras de direção com maior precisão que um motorista humano”, diz Perrone.

  Java é a base do MAX, nosso principal software de robótica e automação, desde 2001.  

- Paul Perrone

“O software AVTS usa Java em cada nível do sistema para testes de configuração e controle, desde o controle de hardware de baixo nível em sistemas essenciais à segurança, planejamento e navegação de rotas, até a interface homem-máquina (IHM)”, diz Perrone.

O IIHS pretende usar o AVTS em dois circuitos fechados: seu circuito externo atual e um novo circuito interno atualmente em construção. A primeira fase de testes do AVTS foi realizada com êxito em maio de 2014. Perrone acrescenta que “a entidade agora está intensificando a utilização do sistema”.

Perrone usa Java para desenvolver sistemas empresariais e sistemas de robótica e automação há quase duas décadas. Tradicionalmente, como explica, os projetos de robótica e automação usam diferentes linguagens de programação não padrão e de baixo nível, projetadas para funcionar com ambientes operacionais e hardware específicos. “O uso dessas linguagens altamente especializadas requer um período inicial para aprender a sintaxe. Além disso, geralmente o nível de suporte em termos de portabilidade, escalabilidade e ferramentas de terceiros é limitado”, afirma. “É como começar do zero”.

O uso de Java na robótica, por sua vez, muda o jogo.

“Java é a base do MAX, nosso principal software de robótica e automação, desde 2001”, diz Perrone. “Na verdade, Java é uma linguagem de programação de alto nível, sendo a linguagem mais usada no mundo atualmente. Ela também conta com diferentes componentes e ferramentas. Como Java é executada em uma Máquina Virtual Java, os aplicativos Java podem ser facilmente portados de uma plataforma de hardware para outra e de um sistema operacional para outro, sem que seja necessário reescrevê-los a cada vez. Isso promove a portabilidade, aproveita a experiência e as ferramentas existentes, reduz custos e agiliza o lançamento de produtos no mercado.” 

Fotografias de Pat Jarett/Getty Images


Sobre o Autor

Philip J. Gill é um escritor de San Diego que acompanha a tecnologia Java há quase 20 anos.

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