O que é continuidade de negócios e recuperação de desastres (BCDR, ou Business Continuity and Disaster Recovery)?

Aaron Ricadela | Estrategista de Conteúdo | 6 de agosto de 2026

As empresas precisam continuar funcionando em tempos de crise. Uma parte fundamental do desafio é manter a operação e se recuperar após falhas no sistema computacional que podem interromper vendas, operações, finanças, produção e logística. Sejam as interrupções de TI causadas por ações humanas, bugs de software, incidentes de cibersegurança, ondas de calor ou desastres naturais, as organizações precisam de estratégias operacionais e técnicas bem planejadas para superar uma crise com os principais processos intactos e, em seguida, recuperar-se rapidamente e retomar o trabalho normal.

Eventos não planejados que interrompem as operações podem prejudicar a reputação da marca e causar perdas financeiras e penalidades regulatórias. É por isso que as organizações mantêm há muito tempo planos abrangentes de continuidade de negócios e sistemas de backup. Essas estratégias talvez precisem ser revisitadas à medida que a proliferação da computação em nuvem, a rápida adoção da IA generativa e as arquiteturas de aplicações nativas em nuvem mudam a forma como as organizações planejam operar durante interrupções, projetam sistemas de recuperação de desastres para recuperar dados críticos e definem orçamentos para melhorar a resiliência.

Embora planos que usam data centers físicos geograficamente distantes como base para recuperação de desastres sejam comuns, este artigo se concentra em estratégias mais recentes que aproveitam os serviços em nuvem.

Executar algumas aplicações em um data center e na nuvem pode ser uma maneira simples e acessível de melhorar a resiliência ao distribuir geograficamente os sistemas de aplicações. Os custos podem ser reduzidos ainda mais ao executar instâncias menores ou em espera na nuvem e ampliá-las somente quando necessário.

Como abordaremos, uma das decisões mais difíceis envolve definir como manter cópias constantemente atualizadas de armazenamentos de dados críticos, como portais de contas de clientes, sistemas de gerenciamento de clientes e mecanismos de e-commerce, para que a perda de uma cópia interrompa as operações apenas momentaneamente. As estratégias de replicação de banco de dados costumam ser a base de uma estratégia resiliente.

O que é continuidade de negócios?

Continuidade de negócios é o plano estratégico geral de uma organização para manter as operações em funcionamento durante e após uma crise. Isso vai além das considerações de TI para incluir fatores como espaços de trabalho alternativos, planos de atendimento ao cliente, redundâncias da cadeia de suprimentos e comunicações de emergência com funcionários, parceiros e clientes.

Os motivos mais comuns para interrupções nas operações normais são erros técnicos humanos e bugs de software que causam travamentos. Mas desastres naturais e condições climáticas extremas também podem levar a interrupções nos negócios, assim como terrorismo, ataques cibernéticos e conflitos geopolíticos. Os planos de continuidade dos negócios precisam responder à pergunta: como manteremos nossos colaboradores seguros e produtivos e nossos clientes informados?

O que é recuperação de desastres?

Recuperação de desastres refere-se aos planos técnicos detalhados que as empresas criam para restaurar sistemas, aplicações e dados críticos em sua ordem de importância, aos orçamentos que alocam para isso e aos requisitos para testar essa estratégia regularmente. Seu principal objetivo é minimizar o tempo de inatividade e a perda de dados executando protocolos técnicos predefinidos, como failovers de servidor ou restaurações de backup. Enquanto a continuidade dos negócios visa garantir que a organização como um todo sobreviva a uma crise, a recuperação de desastres se dedica a colocar sua infraestrutura de tecnologia novamente em operação.

Um plano sólido de recuperação de desastres (DR) minimiza o tempo de inatividade e a perda de dados, ao mesmo tempo que equilibra o custo de proteger cada carga de trabalho com sua importância para os negócios. E as tecnologias em nuvem podem ajudar.

Quando a computação era feita principalmente em sistemas cliente-servidor em data centers próprios ou alugados pela empresa, os orçamentos de TI podiam dobrar ou triplicar para cada aplicação que precisava de seu próprio conjunto de licenças, servidores duplicados, armazenamento, rede e resfriamento, tudo funcionando em instalações a uma distância apropriada do data center de produção da empresa. A computação em nuvem mudou o cenário, permitindo que as organizações implementem aplicações de missão crítica em diversas regiões de nuvem ou data centers. As tecnologias de nuvem também permitem que os departamentos de TI adicionem rapidamente mais capacidade conforme necessário usando ferramentas de gerenciamento remoto.

As empresas precisam fazer escolhas críticas em duas métricas principais de recuperação de desastres: com que rapidez precisamos nos recuperar de uma interrupção e qual é a quantidade aceitável de perda de dados?

O objetivo de tempo de recuperação (RTO, Recovery Time Objective) mede quanto tempo uma empresa está disposta a esperar até que o serviço seja restaurado, enquanto o objetivo de ponto de recuperação (RPO, Recovery Point Objective) determina a quantidade máxima de dados que uma empresa está disposta a perder em um desastre. Quanto menores os limites, melhor, mas mais caro será implementar um plano de recuperação de desastres. Cada sistema executado pela TI terá seus próprios RTO e RPO. Um sistema de transação de vendas terá tempos e pontos de recuperação curtos, enquanto um sistema de despesas de funcionários pode ser recuperado razoavelmente alguns dias após uma interrupção.

O que é continuidade de negócios e recuperação de desastres?

Continuidade de negócios e recuperação de desastres referem-se a tecnologias, políticas e procedimentos que uma organização implementa para garantir que ela possa continuar operando em caso de desastre ou outra interrupção não planejada. Isso envolve a identificação de riscos potenciais e o desenvolvimento de estratégias para recuperar e retomar as operações normais o mais rápido possível.

Estratégias de continuidade de negócios e recuperação de desastres, ou BCDR (Business Continuity and Disaster Recovery), tornaram-se mais importantes para uma gama maior de empresas, à medida que mais transações com clientes, fornecedores e outros parceiros acontecem online e os volumes de dados crescem. Além disso, mais sistemas se tornaram interdependentes. Um portal que permite que os clientes vejam pedidos anteriores e façam novos pode exigir conexões com sistemas de gerenciamento de estoque, atendimento de pedidos e gerenciamento de produção. Como todos são necessários, cada um herdará os requisitos de RTO e RPO mais curtos do grupo.

Embora a continuidade dos negócios seja importante para empresas de todos os setores, planos eficazes podem ser particularmente críticos para organizações em determinadas indústrias. Por exemplo, empresas em setores altamente regulamentados, incluindo bancos, energia e saúde, têm requisitos rigorosos de continuidade dos negócios e podem ter tolerância limitada a atrasos na recuperação a partir de backups. E determinados subsetores, como negociação em mercados de capitais, podem exigir abordagens de recuperação que limitem a perda de dados a segundos ou menos.

As empresas devem iniciar seu planejamento de recuperação com uma análise de impacto que detalha quais desastres podem ocorrer e os tipos de perdas que podem resultar. O plano deve incluir erros de configuração técnica, desastres naturais, atos de terrorismo e incidentes de segurança cibernética, como ataques de ransomware. Como os volumes de dados hoje são muito maiores do que nas décadas passadas, os líderes empresariais precisam priorizar os processos e as aplicações de software associadas, determinando quais são essenciais para a missão e colocando outros em grupos classificados de importância, chamados níveis, em que padrões de RTO e RPO mais brandos podem ser aplicados.

Contrapartidas da recuperação de desastres

As empresas precisam tomar decisões sobre tempo de recuperação, perda de dados e custos ao planejar uma estratégia de recuperação de desastres.

Método de recuperação de desastres RPO RTO Custo
Backup e restauração Horas Horas $
Piloto Minutos Minutos $$
Recuperação intermediária Segundos Minutos $$$
Ativo/ativo Quase zero Potencialmente zero $$$$
Fonte: Oracle

Qual é a diferença entre continuidade de negócios e recuperação de desastres?

Os planos de continuidade de negócios ajudam uma empresa a garantir que possa continuar operando e entregando seus produtos ou serviços durante uma crise. Esses planos tratam de colocar pessoas, processos e tecnologia em prática para superar um cenário de desastre.

A recuperação de desastres é a faceta da continuidade de negócios que visa colocar as operações de TI em funcionamento novamente rapidamente e com perda mínima de dados. Abrange planos técnicos para reiniciar cargas de trabalho de computação e uma abordagem em camadas para recuperação com base na importância e nas dependências das aplicações.

Principais conclusões

  • Os planos de continuidade de negócios podem se beneficiar de funções claramente definidas e do apoio de um executivo com visibilidade.
  • As estratégias de recuperação de desastres devem incluir disposições para restaurar dados em um local ou data center na nuvem que esteja seguro contra interrupções e documentar sistemas críticos cujo trabalho precisa ser distribuído entre vários locais.
  • As organizações devem avaliar a rapidez com que precisam se recuperar de uma interrupção de TI não planejada, a quantidade de dados que estão dispostas a perder e o custo e a complexidade de manter sistemas de backup.
  • O uso de tecnologias de computação em nuvem, como contêineres e máquinas virtuais, permite que as empresas restaurem cargas de trabalho a partir de ambientes de TI menores e menos dispendiosos.
  • As empresas que planejam estratégias de recuperação de desastres precisam analisar atentamente as dependências de aplicações que podem impedir que um programa de software importante seja iniciado se outro do qual ele depende estiver offline.

Explicando continuidade de negócios e recuperação de desastres

O planejamento de BCDR começa com uma avaliação de riscos: o que poderia dar errado? As organizações então medem os impactos esperados dos riscos identificados nos processos e selecionam os membros da equipe que assumirão funções definidas para mitigá-los. Os planos também devem capturar como a empresa manterá as comunicações com os funcionários, responderá ao atendimento ao cliente e às contingências de vendas e ajustará as cadeias de suprimentos. O ideal é que as empresas não dependam de uma única pessoa para colocar os sistemas online novamente.

As organizações também devem criar um inventário de seus ativos de hardware, nuvem e software que documente as dependências entre eles. Componentes de sistemas que funcionarão apenas durante desastres precisam de testes especialmente cuidadosos, pois não são usados frequentemente e são propensos a falhas.

Os programas de BCDR mais bem-sucedidos atualizam continuamente dependências e camadas de aplicações, avaliam riscos, realizam testes regularmente e contam com equipes qualificadas e um patrocinador executivo visível. Também é importante que as empresas diferenciem entre alta disponibilidade e recuperação de desastres ao planejar suas abordagens de computação em nuvem. Nuvens públicas que incluem as chamadas zonas de disponibilidade podem ajudar a garantir que, se houver uma falha em um data center, as cargas de trabalho dos clientes continuarão sendo executadas nos outros na zona. Embora essa abordagem ofereça maior disponibilidade, ela não cobre desastres com um raio maior, como grandes eventos climáticos, apagões regionais e ondas de calor.

Por que a continuidade dos negócios & e a recuperação de desastres são importantes para as empresas?

Eventos disruptivos, desastres naturais e falhas imprevistas de TI podem impedir vendas e operações, tornar escritórios inutilizáveis, deixar data centers offline e destruir fábricas e equipamentos. Geralmente, grandes perdas financeiras decorrem desses eventos. Um plano de continuidade dos negócios e recuperação de desastres pode ajudar as organizações a responder rapidamente durante uma crise, permitindo que elas limitem perdas, atendam aos requisitos de conformidade e continuem atendendo os clientes.

Segundo estimativas, interrupções graves nos sistemas que causam estragos nas operações podem causar danos financeiros da ordem de US$ 100.000,00 por hora. A Southwest Airlines, por exemplo, suspendeu temporariamente as partidas domésticas em abril de 2023 depois que problemas de conexão de dados decorrentes de uma falha no firewall causaram mais de 2.000 atrasos de voos. E as interrupções não planejadas continuam caras: o relatório de análise de interrupções de 2026 do grupo de consultoria de TI Uptime Institute, baseado em parte em uma pesquisa de 2025 com 1.025 empresas, constatou que um quinto das interrupções não planejadas custou às empresas afetadas mais de US$ 1 milhão. As cargas de trabalho de IA, que usam muitos chips densamente compactados e com alto consumo de energia, “podem aumentar a probabilidade de falhas em cascata”, de acordo com o relatório.

Como o BCDR funciona?

A continuidade dos negócios e a recuperação de desastres funcionam estabelecendo processos para ajudar as organizações a se preparar para interrupções e responder a elas. Combina a identificação de funções operacionais críticas e sistemas de TI, a avaliação dos riscos a que estão sujeitos, a definição de objetivos de tempo de recuperação e de ponto de recuperação, e o desenvolvimento de planos de continuidade e recuperação, incluindo testes, validação e melhoria contínua. Os planos de BCDR visam manter os funcionários produtivos e os clientes informados, colocar sistemas críticos novamente online o mais rápido possível após um incidente e, em seguida, restaurar outros sistemas em ordem de importância.

As empresas precisam priorizar suas cargas de trabalho e definir a disponibilidade necessária, os RTOs e os RPOs ao planejar uma abordagem de recuperação de desastres que se ajuste aos seus orçamentos. Restaurar sistemas a partir de cópias de backup pode ser o caminho menos dispendioso, embora grandes conjuntos de dados possam levar muito tempo para serem recuperados e backups offline tenham um longo RPO. Ainda assim, backups offline são importantes, especialmente para dados críticos, e podem ser a única opção viável para recuperação de um incidente de ransomware.

Uma implantação pilot light é uma estratégia de recuperação de desastres na nuvem que mantém bancos de dados críticos em execução ativa e sincronizados em uma região secundária, deixando os servidores de computação desligados até que uma interrupção exija que eles sejam iniciados. As implementações "piloto" podem restaurar os sistemas ao status de execução em minutos em vez de horas, mas são caras de manter.

Os métodos de espera stand-by, que combinam dados ativos e atualizados com réplicas de aplicações na nuvem que podem lidar com solicitações enquanto são executadas em menor capacidade, têm RPOs medidos em segundos e RTOs em minutos. Uma abordagem chamada de ativo/ativo, usando vários sites ativos em capacidade máxima, pode proporcionar tempos e pontos de recuperação que se aproximam de zero, mas é a mais cara.

As tecnologias de computação em nuvem podem ajudar as empresas a implementar planos de continuidade de negócios e recuperação de desastres sem estourar seus orçamentos.

Configurações de TI híbridas, nas quais alguns recursos de computação são executados na nuvem pública e outros em data centers on-premises, reduziram o custo da recuperação de desastres. Cargas de trabalho na nuvem baseadas em arquiteturas de microsserviços permitem que as empresas criem implantações de TI do tipo pilot light que combinam dados atualizados com serviços ociosos que podem ser usados para reiniciar um sistema em um data center na nuvem.

Ambientes de nuvem híbrida exigem que as empresas identifiquem, cataloguem e gerenciem dependências de aplicações que impediriam que um sistema fosse reiniciado se os serviços dos quais ele depende estivessem offline.

Algumas empresas estão trabalhando para mover todas as suas aplicações para a nuvem, com o objetivo de eventualmente desligar seus data centers. Vários fatores geralmente atuam aqui, incluindo o desejo de integrar aplicações internas mais facilmente com outros sistemas baseados em nuvem; gerenciamento mais simples de sistemas e aplicações; melhor escalabilidade, disponibilidade e capacidade de atualização de aplicações; e processos de continuidade de negócios e recuperação de desastres superiores. Os benefícios da continuidade dos negócios incluem a capacidade de manter sistemas "piloto" em data centers em nuvem em regiões geograficamente distintas, menos preocupações com a acessibilidade de funcionários e clientes no caso de um desastre e um design de aplicação fundamentalmente mais resiliente, com poucos ou nenhum ponto único de falha.

No entanto, obter todos esses benefícios exige mais do que simplesmente mover uma aplicação existente para ser executada em um data center na nuvem. Isso exige rearquitetar e recodificar aplicações desenvolvidas internamente. O processo é conhecido como refatoração e pode ser demorado e caro, mas as aplicações resultantes são mais resilientes, versáteis e escaláveis — todos resultados que beneficiam sua estratégia de BCDR. A aplicação também será mais fácil de modificar para fornecer novas funcionalidades. Por exemplo, adicionar funcionalidades de análises e IA se torna um processo mais gerenciável, pois esses são apenas novos serviços da web para usar dentro da aplicação.

Quais componentes estão incluídos em um plano de continuidade de negócios e recuperação de desastres?

Os planos incluem avaliações abrangentes de riscos potenciais e das disrupções que eles causariam nas operações, como a equipe interna e os fornecedores poderiam ser afetados e as perdas financeiras e multas regulatórias que poderiam resultar. Eles também detalham as equipes, as etapas técnicas e os processos necessários para voltar a ficar online e operacional e recuperar quaisquer dados perdidos. Treinamento e testes também são fundamentais.

Um plano robusto de continuidade e recuperação inclui:

  • Identificação de cenários que interromperiam os processos de negócios normais, observando as pessoas, os recursos e as instalações essenciais que provavelmente seriam afetados e que exigiriam atenção durante a recuperação.
  • Uma análise de impacto comercial com uma discussão sobre objetivos de tempo de recuperação e objetivos de ponto de recuperação. As análises devem incluir estimativas de vendas e lucros perdidos após um desastre, levando em consideração quanto risco essas perdas representariam para a sobrevivência da empresa.
  • Uma estratégia para selecionar e provisionar sites de backup e distribuir cargas de trabalho em uma nuvem pública de forma que as operações sejam reiniciadas imediatamente.
  • Uma classificação de aplicações críticas e importantes que precisam ser reiniciadas primeiro e um mapa de dependências de TI que podem impedir que essas aplicações retornem à normalidade.
  • Mudanças nas operações, os riscos envolvidos e um programa para educar a equipe sobre planejamento de contingência.
  • Disposições para melhoria contínua do plano e aprovação dos executivos da linha de negócios cujas equipes potencialmente estariam envolvidas. As linhas de negócios individuais também devem identificar cenários que interromperiam seu trabalho, determinar o pessoal, os recursos, os locais e a tecnologia envolvidos e desenvolver planos para responder a esses cenários.

Os hyperscalers estão trabalhando para facilitar o BCDR para seus clientes. Por exemplo, a OCI oferece o serviço Full Stack Disaster Recovery, que ajuda a gerenciar fluxos de trabalho de recuperação de desastres em ambientes primários e de standby, enquanto o Oracle Database Zero Data Loss Autonomous Recovery Service permite a restauração rápida para objetivos de ponto de recuperação de bancos de dados Oracle em execução na OCI, na Amazon Web Services, no Microsoft Azure e no Google Cloud; o sistema pode oferecer suporte a RPOs com menos de um segundo de perda de dados.

Como criar um plano de continuidade de negócios e recuperação de desastres em 7 etapas

A elaboração de um plano de continuidade e recuperação envolve várias etapas, começando por uma equipe que represente as principais partes interessadas. Seguindo esse processo, você pode criar um plano abrangente que ajudará a proteger seu negócio e minimizar interrupções em caso de emergência.

  1. Identifique e crie uma equipe de pessoas, incluindo um apoiador executivo, que seja responsável por criar e implementar o plano e garantir que ele seja mantido atualizado e testado periodicamente.
  2. Catalogue os ativos físicos e de TI que podem ser afetados por um desastre.
  3. Realize uma análise de impacto comercial das operações e locais que podem ser corrompidos por um desastre ou uma interrupção imprevista, incluindo o impacto sobre fornecedores, distribuidores, varejistas e outras partes externas.
  4. Estabeleça um local alternativo onde a equipe possa trabalhar durante a emergência e crie um plano para se comunicar com os funcionários durante esse período. Como alternativa, determine como os funcionários poderão trabalhar de qualquer lugar que estejam durante um desastre.
  5. Crie um plano de recuperação de desastres que garanta que os tempos de reabilitação sejam proporcionais à importância de uma aplicação, tendo em mente que grandes conjuntos de dados podem levar muito tempo para serem recuperados de um sistema de backup.
  6. As equipes de TI devem determinar quais cargas de trabalho podem ser restauradas do backup, quais exigem dados ativos combinados com serviços executados em capacidade reduzida e quais sempre precisam de capacidade de serviço total, mesmo quando executadas em servidores de backup. Decida sobre seus RPOs e RTOs e desenvolva processos de recuperação para atendê-los.
  7. Teste os planos de continuidade de negócios e recuperação de desastres, seja por meio de testes de simulação, que consistem em uma execução verbal das etapas que as principais partes interessadas tomariam, ou por meio de uma demonstração real dessas medidas. Implementações temporárias na nuvem podem ajudar significativamente nos testes de procedimentos de recuperação.

Em relação à TI, dê atenção especial aos testes de componentes de sistemas que serão usados ​​apenas durante desastres.

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O papel da IA no futuro da continuidade de negócios e da recuperação de desastres

A introdução de ferramentas de IA na continuidade dos negócios e na recuperação de desastres torna a prática menos reativa e mais preditiva e automatizada. A IA generativa pode reduzir o tempo que os engenheiros gastam procurando runbooks passo a passo que detalham os planos de recuperação corretos para aplicações específicas, recuperando-os com base em dados operacionais e semelhanças históricas.

As ferramentas podem examinar minuciosamente normas e documentos sobre melhores práticas para criar um ponto de partida para um plano de BCDR e estabelecer conexões entre os processos de negócios e os recursos por trás deles, ajudando a criar uma análise de impacto nos negócios. Durante uma interrupção, os agentes de IA também podem produzir resumos de incidentes e gerar relatórios.

No desenvolvimento e nas operações de TI, as ferramentas de IA podem analisar picos de uso e alterações anormais no acesso a dados que a equipe pode não perceber e que podem indicar uma interrupção iminente. Eles também podem ajudar a identificar dependências de software e reestruturar sistemas para ter menos pontos únicos de falha. O objetivo é ajudar as empresas a identificar riscos com antecedência, classificá-los pelo nível de interrupção que podem causar e se recuperar mais rapidamente das interrupções.

As organizações precisam estar cientes de que agentes de IA atuando em processos de negócios podem propagar erros rapidamente entre sistemas, o que significa que agentes autônomos precisam de monitoramento e restrições em seu comportamento. Os planos de BCDR devem considerar a possibilidade de que um agente analise incorretamente o comportamento de um ambiente de computação e acione desnecessariamente um failover ou outra ação de correção, por exemplo.

Simplifique sua estratégia de continuidade de negócios com a Oracle Cloud Infrastructure

A Oracle oferece diversas proteções contra tempo de inatividade como resultado de um desastre. A Oracle Cloud Infrastructure (OCI) emprega uma abordagem única e especialmente resiliente que separa cada uma de suas regiões globais de nuvem, que fornecem serviços em áreas geográficas e domínios de disponibilidade isolados uns dos outros. Domínios de disponibilidade na mesma região têm seus próprios sistemas de energia e resfriamento, portanto, é improvável que uma falha em um deles na região interrompa o trabalho de computação do outro. Os domínios de disponibilidade são conectados por redes de baixa latência e alta largura de banda que ajudam os clientes a criar sistemas que podem ser replicados para alta disponibilidade e recuperação de desastres. Cada domínio de disponibilidade da OCI, por sua vez, inclui três domínios de falha, para que as instâncias de computação não residam no mesmo hardware dentro do domínio.

Além disso, o Oracle Database inclui a tecnologia Real Application Clusters (RAC) para redundância integrada, independentemente de as cargas de trabalho estarem sendo executadas na OCI ou no Microsoft Azure. Um produto separado, Oracle Active Data Guard, mantém uma cópia de dados em espera remota em tempo real para maior disponibilidade e recuperação de desastres mais rápida do Oracle Database. Para clientes com as necessidades de DR mais exigentes e sofisticadas, o Oracle Cloud Infrastructure GoldenGate pode replicar em diversos ambientes de banco de dados em tempo real.

Um plano abrangente de continuidade de negócios e recuperação de desastres pode ajudar a minimizar o tempo de inatividade, perdas financeiras e danos à reputação. Também proporciona uma sensação de segurança aos funcionários, clientes e partes interessadas, sabendo que a organização está preparada para lidar com situações inesperadas, cumprir requisitos regulatórios e proteger dados e ativos críticos. A tranquilidade e a resiliência que um plano de continuidade e recuperação oferece fazem com que o esforço valha a pena para empresas de todos os tamanhos.

Quadrante Mágico™ do Gartner® de 2025 para Infraestrutura Híbrida Distribuída

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Uma nuvem distribuída oferece a flexibilidade de escolher onde e como os serviços são entregues para atender às suas necessidades, incluindo as de continuidade e recuperação. Veja por que a Oracle foi nomeada uma das líderes no Quadrante Mágico™ de 2025 do Gartner® para Infraestrutura Híbrida Distribuída.

Perguntas frequentes sobre continuidade de negócios e recuperação de desastres

O que incluir em um plano de continuidade de negócios e recuperação de desastres?

Um plano de continuidade de negócios e recuperação de desastres deve incluir uma avaliação de risco de possíveis erros e eventos que podem interromper as operações normais, uma análise de impacto de quais ativos e sistemas seriam afetados, uma estimativa de possíveis perdas financeiras e provisões para manter pessoas trabalhando e processo funcionando durante uma crise. Os planos também incluem descrições técnicas detalhadas de como uma empresa colocará as principais aplicações online novamente e garantirá que os funcionários tenham acesso aos dados, minimizando suas perdas. O treinamento da equipe também é um componente importante.

No que consiste um plano de continuidade de negócios?

Um plano de continuidade de negócios inclui uma estratégia detalhada e um catálogo dos processos e sistemas que permitem que uma empresa mantenha suas operações durante uma interrupção imprevista. Também conta com disposições para gerenciar pessoas, processos e tecnologia durante uma crise, com o objetivo de retornar ao trabalho normal o mais rápido possível.