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Bem vindo! Nesta série de tutoriais, iremos configurar o ambiente do Universal Content Management.
O Oracle Universal Content Management (UCM) é uma solução focada em gestão de conteúdo. O objetivo desta solução é gerenciar o conteúdo não-estruturado (ou seja, o conteúdo que não está armazenado em tabelas de bancos de dados) que é importante para o dia-a-dia da empresa: emails, contratos, planilhas, notas fiscais, projetos, imagens, vídeos, desenhos de arquitetura, etc. Segundo os institutos de pesquisa, este conteúdo corresponde à 80% do conteúdo de negócios que existe em um ambiente corporativo, o que é um volume muito maior do que o volume de conteúdo estruturado (ou seja, os dados gerenciados por sistemas de gestão – ERP, CRM, etc). Apesar disso, durante muito tempo não existia uma tecnologia capaz de administrar esta imensa massa de informações. O UCM surgiu para atender à esta demanda.
Dando sequência ao tutorial de Instalação, iremos agora configurar o nosso repositório, definindo os tipos de documentos, regras, fluxos e muito mais. Se você não fez a instalação do UCM, o link abaixo traz este procedimento passo-a-passo:
http://www.oracle.com/technetwork/pt/articles/parte1-087643-ptb.html
Iniciando os Serviços
Se o seu ambiente estiver fora do ar, siga a seguinte sequência para iniciar os serviços:Usuários e senhas disponíveis:
|
Usuários (Nome completo) |
Senhas |
|
sysadmin (System Administrator) |
idc |
Os demais usuários serão criados ao longo do exercício.
Introdução
Antes de iniciarmos, vamos rever alguns dos principais conceitos do Universal Content Management:
Infraestrutura do UCM
O Content Server é uma aplicação baseada em Java, que usa um banco de dados para armazenar os atributos dos documentos, um motor de busca (que pode ser o próprio banco de dados, ou um motor externo) e o sistema de arquivos para armazenar os documentos. É possível também armazenar os documentos diretamente no banco de dados.
O Content Server oferece múltipla formas de acesso ao conteúdo: usuários finais podem acessar via Web, Windows Explorer (através do protocolo WebDav), sites da Web (desenvolvidos com o Site Studio ou Content Publisher), portais de mercado (através de Portlets) e aplicações diversas, através de APIs de integração e Web Services. O objetivo é que o conteúdo do repositório esteja disponível aos usuários através do maior número possível de interfaces diferentes.
O processo de armazenamento, também chamado de Checkin, permite que um documento seja carregado no repositório. Este processo pode ser iniciado de várias formas: Copiar e Colar pelo Windows Explorer, um formulário de armazenamento na Web, através de Portal, cliente de Email (Outlook/Lotus Notes), ou até mesmo através de aplicativos customizados, via APIs ou Web Services.
Independente da forma utilizada para publicar este documento, o mesmo processo é realizado quando ele é armazenado. Embora este processo possa ser configurado ou customizado, ele basicamente segue as seguintes etapas:
Como comentamos, este processo pode variar: nem todos os arquivos terão versão web, e os documentos poderão ser armazenados no banco de dados ao invés da file system.
Arquivos de Configuração e Estrutura de Pastas
O UCM está instalado na pasta C:\oracle\ecm\ucm. Abra esta pasta no Windows Explorer para ver a estrutura dos diretórios.
Estrutura de Pastas do UCM
No processo de check-in, o arquivo é armazenado no diretório vault, em uma subpasta com o nome do Content Type. O arquivo é renomeado com o ID do conteúdo, que é gerado automaticamente pelo UCM.
O diretório weblayout armazena a versão “webviewable” de todos os documentos armazenados no servidor. Um componente de conversão como o PDF Converter é necessário. Caso não haja componente de conversão, uma cópia no mesmo formato do documento é inserida nesta pasta.
Os arquivos de configuração ficam na pasta config. O mais importante é o config.cfg, que pode ser editado em qualquer editor de texto ou via interface web do Content Admin Server:
Naturalmente esta estrutura de armazenamento é configurável: ter um volume muito grande de arquivos na mesma pasta compromete a performance do sistema operacional. As regras dinâmicas de armazenamento podem contornar este problema, inclusive criando novas pastas periodicamente para melhor distribuir os documentos, tudo de forma automática.
Para obter mais detalhes sobre as configurações de sistema, recomendamos a Documentação Oficial do UCM:
Managing System Settings and Processes: http://download.oracle.com/docs/cd/E10316_01/cs/cs_doc_10/
admin/system/wwhelp/wwhimpl/js/html/wwhelp.htm
Trabalhando com Componentes
Componentes são módulos adicionais que trazem novas funcionalidades ao Content Server. Existem alguns componentes de exemplo disponíveis no website da Oracle: http://otn.oracle.com.
A arquitetura de componentes permite que desenvolvedores acessem as funcionalidades do core do Content Server, criando customizações avançadas que não seriam possíveis através de simples customizações. É possível sobrescrever alguns recursos do Content Server por componentes customizados.
Alguns exemplos de recursos que podem ser customizados:
Existem componentes disponíveis para download no Metalink, mais detalhes nos notes abaixo:
Note: 459642.1 - Reference Table for Locations of Content Server Published Components (Extras and Misc)
Note: 452978.1 - 10gR3 (10.1.3.3.0 to 10.1.3.3.3) Stellent-Oracle Cross Reference for Oracle Software Delivery Cloud Downloads
Passo 1 – Definir Grupos de Segurança e Atribuições
A segurança do Content Server é dividida em quatro elementos:
OBS: existem componentes adicionais que implementam controle de acesso granular e regras dinâmicas, mas eles não serão explorados neste exercício.
Modelo de Segurança:
Definindo Configurações de Segurança:
Vamos criar um grupo chamado Contabil e definir as permissões de segurança para este grupo.
|
Grupo |
Role |
Permissão |
|
Juridico |
Admin |
RWDA |
|
Contributor |
RW |
|
|
Leitor |
R |
|
|
Gerente |
RWD |
|
|
Contabil |
Admin |
RWDA |
|
Contributor |
RW |
|
|
Leitor |
R |
|
|
Gerente |
RWD |
Passo 2 – Criar Accounts e Usuários
|
Name |
Full Name |
Password |
|
Role |
Account (Default) |
|
contador |
Contador |
welcome1 |
contador@… |
Contributor |
Contabil (RW) |
|
gerjuridico |
Gerente Jurídico |
welcome1 |
gerjuridico@… |
Gerente |
Juridico (RWD) |
|
gercontabil |
Gerente Contábil |
welcome1 |
gercontabil@… |
Gerente |
Contabil (RWD) |
|
assjuridico |
Assistente Jurídico |
welcome1 |
assjuridico@… |
Leitor |
Juridico (R) |
|
asscontabil |
Assistente Contábil |
welcome1 |
asscontabil@… |
Leitor |
Contabil (R) |
Se quisermos criar um critério dinâmico, que se aplique à diferentes cenários, muitas vezes utilizamos ‘Tokens’. Tokens nos permitem definir um passo dinâmico em um workflow, dependendo do valor de um determinado metadado ou informação de um usuário. Por exemplo, ao invés de declarar especificamente o usuário advogado como aprovador, vamos também definir o usuário autor do documento como aprovador. Obviamente, o autor do documento irá variar de acordo com o usuário que submeteu o documento ao repositório. Mas, com o Token, precisaremos criar apenas um workflow e um step.
Por enquanto é só. Não perca a continuação deste tutorial!! Veja parte 2